Convenção de Bolsonaro tem críticas ao centrão e indefinição sobre vice

Jair Bolsonaro
Fonte: Ítalo e Talita Fernandes/Folha Press
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Sem coligações partidárias e candidato a vice-presidente definido, a convenção que vai oficializar o deputado Jair Bolsonaro (PSL) como postulante à Presidência ocorre com críticas ao centrão.
Cotada para dividir a chapa com Bolsonaro, a advogada Janaína Paschoal compareceu ao evento, mas disse que as conversas não foram concluídas. Ela se posicionou ao lado do presidenciável no palanque, que foi cercado por outros dois aliados que já haviam sido cotados para vice: o general reformado do Exército Augusto Heleno (PRP) e o senador Magno Malta (PR-ES). Os dois não tiveram apoio de seus partidos para acompanharem o deputado.
Mais cedo, Janaína afirmou à BBC Brasil que queria olhar nos olhos de Bolsonaro antes de definir se aceita compor a chapa do presidenciável do PSL.
"Como posso estar decidida se nunca olhei nos olhos dele? Quero olhar nos olhos deles. Estou indo conhecer. Vamos conversar", afirmou Janaína, autora do pedido de impeachment que tirou Dilma Rousseff da presidência.
Os discursos da convenção tiveram como objetivo afastar a imagem de isolamento político de Bolsonaro. Malta e Heleno reafirmaram apoio ao deputado. E foram ao ataque a ex-presidentes e ao centrão.
"Querem reunir todos aqueles que precisam escapar das barras da lei num só núcleo. Daí criou-se o centrão. O centrão é a materialização da impunidade", afirmou general Heleno.
Bolsonaro tentou se aliar ao PR de Valdemar Costa Neto, condenado no escândalo do mensalão e investigado na Lava Jato. As negociações não avançaram porque o presidenciável não quis firmar acordos regionais considerados importantes para o PR.

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